Direto da Redação-O Esporte ensinando a enfrentar o medo.



Flamengo e Vasco ou o Vasco e Flamengo de Domingo 31 de Março prendeu a atenção de torcedores do início ao fim,e no capítulo à parte ,os pênaltis.

Rico em detalhes tanto para quem esteve no estádio ou assistindo pela televisão.

Com a tecnologia que gerou o temido VAR também é possível perceber reações,emoções corporais que valorizam ainda mais o futebol.

Dois personagens me chamaram a atenção,a garotinha de cabelo cacheado que não via a hora do jogo acabar e a do jovem atacante Tiago Reis.

A frustração e suas armadilhas ,logo aquela garotinha que deveria ter no máximo 10 anos cruzou os bracinhos e encostou a cabeça neles pronta para chorar a dor da insegurança de uma decisão por pênaltis.

E Tiago Reis ,o artilheiro que vinha resolvendo jogos para o Vasco perdendo a sua cobrança na decisão da Taça Rio.

Quanta vontade em voltar atrás e repetir  ,um semblante de medo do desconhecido que havia acabado de se apresentar.

O que ele e a torcida do Vasco tem que entender é que a marca ficou registrada naquele jogo e não para sempre.

Para sempre no futebol não existe só por falta de datas mas também pelo fato que cada jogo é um Campeonato  a ser desvendado.

É este o segredo: não carregar o medo , chamá-lo para o drible e ter firmeza  ao chutar para dentro do gol a próxima oportunidade.

É cedo demais para Tiago sentir-se culpado,  o futebol é uma casa mal assombrada cujos fantasmas aparecem julgados à revelia .

Barbosa e Baggio são dois exemplos que um erro não justifica o outro.

O mesmo se aplica à garotinha vascaína que vai levar para a vida inteira a experiência de aprender a perder ainda na infância.

Batendo o pé e fazendo "bico,"a ternura da derrota dela poderia contagiar os adultos que quebram tudo pela frente  e machucam fisicamente quem veste camisas diferentes.

Ansiedade em acabar com o jogo(tempo/cronômetro).

E acabar com o jogo(atuação decisiva).

O clássico das milhões de situações parou nestes dois,que cresceram de alguma forma.

Estamos sempre de plantão na Redação.

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